As eleições presidenciais da Colômbia já começaram no exterior, com a abertura das urnas em quase 66 países desde segunda-feira (15/06). Na disputa pelo segundo turno estão o senador da esquerda Iván Cepeda (Pacto Histórico) e o advogado da extrema-direita Abelardo De La Espriella (Defensores da Pátria).
Pelo calendário eleitoral, as votações fora do país ocorrem nos consulados colombianos até o dia 20 de junho e em centros designados no próximo domingo (21/06), o dia oficial da eleição na Colômbia. Em meio à votação, movimentos sociais e autoridades do país estão convocando a diáspora colombiana a participar massivamente do processo eleitoral.
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O presidente Gustavo Petro acusou várias irregularidades nas eleições realizadas no exterior no primeiro turno, incluindo pressão dos responsáveis eleitorais em prol do candidato da extrema-direita, inconsistências no número de atas e baixa fiscalização das urnas nos consulados norte-americanos.
Na Espanha, surgiram as primeiras denúncias de irregularidades. Segundo integrantes do Pacto Histórico e observadores credenciados apoiadores do candidato de extrema direita realizaram pressão sobre eleitores nas proximidades dos locais de votação, além da instalarem propaganda política irregular.
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No consulado colombiano em Bilbao, no País Basco, também foram registradas denúncias de suposta manipulação eleitoral por meio da pressão de igrejas evangélicas, além de redes de compra de votos.


Colombianos que vivem no exterior começam a votar no segundo turno presidencial
@IvanCepedaCast / Instagram
Apoio regional
Enquanto isso, dentro do país, os candidatos disputam apoios regionais na reta final da campanha. Reportagem de El Espectador aponta que De La Espriella, sem apresentar provas, vem acusando os governadores de Nariño, Luis Alfonso Escobar, e de Boyacá, Carlos Amaya, de integrarem uma aliança de “politiqueiros corruptos” para favorecer Cepeda.
Em contrapartida, o presidente colombiano Gustavo Petro acusou o governador de Córdoba, Erasmo Zuleta, de exibir propaganda pró-De la Espriella, usando dinheiro público, durante a Feira da Pecuária do departamento. Denúncias também foram apresentadas pelo Pacto Histórico contra o governador de Antioquia, Andrés Julián Rendón, e o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez.
Segundo o jornal colombiano, mais de 500 casos de suposta participação indevida de agentes públicos estão sob análise da Procuradoria-Geral do país.
A reportagem destaca que, no primeiro turno, Cepeda obteve maior apoio nas regiões do Caribe, Pacífico e Amazônia, enquanto a direita concentrou adesões no centro do país, Antioquia e Eixo do Café.
Agora, eles miram os municípios da região caribenha que reúne 4,2 milhões de eleitores. De la Espriella ampliou sua presença em Cartagena e Montería; enquanto Cepeda encerrou a campanha em Soledad, no Atlántico.
Segundo El Espectador, as campanhas estimam que mais de 300 mil votos, que podem ser decisivos frente à disputa acirrada, estão nos departamentos de Córdoba e Atlántico, além da cidade de Sucre, em Chuquisaca.
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