O presidente da Argentina, Javier Milei, é o presidente mais rejeitado entre os líderes da América Latina, conforme aponta pesquisa conjunta da AtlasIntel com a Bloomberg publicada nesta quinta-feira (26).
O levantamento mostra Milei com 62% de desaprovação, contra 36% de aprovação e 2% de pessoas que não souberam se posicionar. Em seguida, aparece o presidente peruano, José Balcázar, com 61% de desaprovação contra 22% de aprovação e 17% que preferiram não responder.
Confira o ranking de desaprovação com os presidentes que fizeram parte da pesquisa:
- Javier Milei (Argentina): 62%
- José Balcazar (Peru): 61%
- Gustavo Petro (Colômbia): 55%
- Lula (Brasil): 54%
- Delcy Rodríguez (Venezuela): 45%
- José Antonio Kast (Chile): 44%
- Claudia Sheinbaum (México): 41%
Em relação à aprovação do governo como um todo, Milei também lidera o índice negativo, com 57% das respostas, seguido pelo representante peruano, com 56% e o brasileiro Lula em terceiro, com 50% das respostas.
A aprovação de Milei em janeiro de 2024, no início do mandato, era numericamente superior à rejeição, com 49% das respostas contra 48%. Em março de 2026, a diferença se torna de 26 pontos percentuais entre apoiadores e detratores.
Reforma trabalhista na Argentina promove rejeição de Milei
Uma das pautas que causa a diminuição da popularidade de Javier Milei é a reforma trabalhista que o presidente promove na Argentina, aprovada pelo Senado no dia 27 de fevereiro.
Dentre as principais mudanças propostas por Milei, está a ampliação da jornada diária de trabalho para até 12 horas sem pagamento de horas extras. A jornada semanal segue com limite de 48 horas e deve ocorrer compensação em outros dias.
O sistema de férias também sofre alterações em caso de aprovação do projeto. Atualmente, as empresas precisam autorizar que elas sejam tiradas no verão, mas em caso de aprovação da lei elas poderão ser fracionadas ao longo do ano
Como incentivo às empresas, o projeto visa reduzir uma série de encargos que são cobrados e cria um fundo para custear os pagamentos feitos na demissão, que será mantido pelas corporações a partir de contribuições que eram destinadas à seguridade social.
O salário dos argentinos é impactado, inclusive, pela mudança na moeda em que podem ser pagos, uma vez que o projeto permite o pagamento em moedas estrangeiras, como o dólar. Mudanças nas licenças médicas passariam a permitir reduções salariais durante os períodos de afastamento.
Em protesto, greves gerais foram convocadas na Argentina enquanto o projeto passava por votação ainda na Câmara de Deputados.
(Sob supervisão de Alex Araújo)



